Como começar a mudança de hábitos

Os fatores envolvidos no acúmulo de gordura corporal são inúmeros. Minha visão sobre nutrição e emagrecimento busca integrar todos esses complexos aspectos do corpo e da mente. Mais importante do que descobrir qual a dieta perfeita, precisamos discutir sobre o seu comportamento em relação a tudo isso, como lidar com essa enxurrada de informações que recebemos todos os dias.

 

É preciso conhecer cada pessoa, sua individualidade e esquecer de vez a ideia de que existe uma pílula mágica para resolver os problemas. Obesidade tem solução sim, mas não em três meses, não através de uma dieta, apenas, seja ela low carb, jejum, ou dieta da proteína; o que precisa mudar é VOCÊ, a sua relação com a alimentação e com todas essas “novas soluções” que dificilmente resolvem alguma coisa.

 

 

Vamos ver agora quais mudanças significativas podemos iniciar, de forma gradativa e prazerosa, para que você mande apenas mensagens positivas para o seu genoma.

 

Precisamos modificar hábitos alimentares, introduzir ou intensificar a prática de exercícios físicos e aprender à controlar o estresse.

 

Existem 6 categorias de mudanças que vão trazer um efeito significativo para melhorar o epigenoma.

Alimentação

Livrando-se da inflamação.

 

Doenças causadas pela inflamação:

  • Diabetes,
  • Hipertensão,
  • Obesidade,
  • Síndrome do intestino permeável,
  • Doenças mentais e alterações emocionais,
  • Doenças cardíacas,
  • Câncer de mama, ovário e cólon,
  • Endometriose,
  • Síndrome do ovário policístico,
  • Enxaquecas.

 

A moderna alimentação ocidental talvez tenha sido crucial para o aumento das doenças crônicas, sobretudo das doenças autoimunes, como as alergias, além do sobrepeso, tão comum ultimamente.

 

Existem dois importantes fatores que precisam ser levados em consideração quando estamos tratando de qualquer desequilíbrio que ocorra no organismo: Microbiota intestinal e inflamação sistêmica. O microbioma ajuda a regular a imunidade, e também cria subprodutos químicos durante a digestão, que reduzem a inflamação.

 

O MICROBIOMA

 

Nosso corpo é repleto de bactérias, (na pele, boca e intestino). Algumas bactérias colonizaram o nosso intestino e vivem lá (também conhecido como flora intestinal), porém quando temos mais bactérias ruins e menos bactérias boas, entramos em um quadro denominado disbiose intestinal.

 

O microbioma digere alimentos, exerce efeito importante nos hormônios, produz vitaminas, atua na imunidade, na reação ao estresse e nas inflamações crônicas.

 

As bactérias do nosso trato intestinal afetam as funções do cérebro e têm potencial para alterar as emoções aumentar a probabilidade de surgirem doenças neurológicas e psiquiátricas. Por sua vez, o humor e o nível de estresse também afetam a vida dessas bactérias.

 

Uma microbiota intestinal desregulada favorece o aparecimento de inúmeras doenças. Na maioria das vezes não damos valor a tudo isso, nem sequer paramos para pensar nessas bactérias e muito menos que elas vão exercer tanta influência em nossa vida.

 

Doenças como diabetes, autismo, depressão, doenças autoimunes, síndrome do intestino irritável, intolerância à lactose, hipotireoidismo todas essas alergias alimentares que comumente vem aparecendo mais e mais, principalmente em crianças, estão relacionadas a esse desequilíbrio bacteriano.

 

A boa notícia é: Ajustar o microbioma é muito fácil. Se você tem interesse em receber mais Informações e orientações sobre esse assunto, agende uma consulta.

 

 

INFLAMAÇÃO:

 

Cada vez aumentam os indícios que relacionam a inflamação a um conjunto de problemas, inclusive doenças cardíacas, hipertensão e vários tipos de câncer. E reduzir a diversidade da microbiota intestinal talvez esteja arruinando a nossa saúde.

 

Quando falamos em inflamação, pensamos naquela inflamação local, quando a pele fica avermelhada, por exemplo. A inflamação sistêmica vai além disso.

 

São processos que ocorrem naturalmente, mas quando excessivamente inflamado, o corpo não consegue funcionar adequadamente e pré dispõe o organismo à instalação de doenças e à obesidade.

 

Atualmente fala-se muito em dieta anti-inflamatória. E existem sim, alimentos que têm ação inflamatória, e outros com ação anti-inflamatória.

 

Mas uma das causas da inflamação denomina-se hiperpermeabilidade intestinal: Quando nosso intestino possui um permeabilidade maior do que deveria, ou seja, deixa passar para a corrente sanguínea, substâncias que não deveriam atravessar a barreira intestinal. Essas substâncias, ao chegarem no sangue, fazem o organismo ‘pensar’:

 

– “O que você está fazendo aqui? Eu não reconheço você”.

 

Para se proteger, o organismo aumenta a produção de células de defesa “desnecessariamente”, e quando isso acontece todos os dias (ativado pelo consumo excessivo de alimentos inflamatórios), temos a tal da inflamação crônica instalada.

 

Logo, a inflamação de que tanto falamos nada mais é do que vazamento de endotoxinas intestinais para a corrente sanguínea, isso ativa o sistema imunológico, e essa relação entre intestino e inflamação abre as portas para a o desenvolvimento de doenças crônicas.

 

É possível estar em um estado de inflamação crônica sem saber, pois ao contrário de áreas vermelhas e inchadas que aparecem na pele quando está inflamada, os indícios internos de inflamação passa muitas vezes despercebidos.

 

Não costuma haver nenhuma sensação quando o sistema imunológico fica levemente prejudicado, e alguns sinais de inflamação, como dores nas juntas, “podem ter outras causas”.

 

Escolhas simples trazem resultados extraordinários. Uma alimentação anti-inflamatória logo traz benefícios que as pessoas percebem. A relação entre inflamação e doenças crônicas é forte demais para ser ignorada.

 

Vamos mudar isso?

Existem escolhas fáceis, e escolhas mais difíceis, mas esse critério é individual.

Anote em um papel 2 escolhas que você conseguiria colocar em prática já nos próximos dias.

 

  • Diminuir o consumo de alimentos refinados (pão branco, biscoitos, arroz branco);
  • Diminuir o consumo de alimentos industrializados (refrigerantes, salsicha, presunto, enlatados, sucos de caixinha);
  • Aumentar o consumo diário de fibras (aveia e outros cereais integrais, frutas e verduras);
  • Aumentar o consumo de grãos e sementes (linhaça, oleaginosas, semente de girassol);
  • Comer saladas cruas no almoço ou no jantar;
  • Consumir legumes e verduras nas duas refeições: almoço e jantar;
  • Acrescentar alimentos anti-inflamatórios na alimentação diária (frutas vermelhas, oleaginosas, sementes, verduras de folhas escuras, cogumelos, pimentas, gengibre, cúrcuma, azeite de oliva, abacate, coco);
  • Aumentar a utilização de ervas e temperos ao preparar alimentos (manjericão, alecrim, orégano, sálvia, louro, açafrão etc.).

 

Fonte: Unlock the Astonishing Power of DNA: for optimum heath and well-being. Supergenes: ative o extraordinário poder do seu DNA para mais saúde e bem estar. Deepak Chopra, Rudolph E. Tanzi. São Paulo: Alaúde, 2016.

Estresse

Um inimigo escondido

 

Ouvir que devemos reduzir o estresse na vida em geral é conselho que pode entrar por um ouvido e sair pelo outro.

 

O que é estresse? Estresse nada mais é do que qualquer reação que temos quando nos encontramos em alguma situação.

 

Existe o estresse que ocorre de forma aguda, como o estresse pós traumático gerado pela guerra, por exemplo.

 

Mas nos dias atuais, é mais comum estarmos expostos ao estresse crônico. O perigo oculto, pois ele é tão sutil que nos enganamos ao acreditar que estamos adaptados a ele.

 

Existem 3 fatores que corroboram para a ocorrência do estresse:

  • Repetição
  • Imprevisibilidade
  • Falta de controle

 

Um exemplo simples: um cachorro latindo durante toda a noite, não deixando você dormir, isso é uma situação corriqueira, bem diferente da que nossos ancestrais viviam, no entanto, quando a mesma situação, a qual não temos controle ocorre repetidamente e de forma imprevisível, os níveis de cortisol vão aumentando gradativamente na corrente sanguínea e isso, quando desequilibrado por muito tempo, leva as pessoas ao que chamamos de estresse crônico.

 

Hoje, sabe-se que o estresse crônico, pode ser tão ou mais prejudicial à saúde, e quando não sabemos, ou não podemos lidar com ele, é preciso tomar alguma atitude para aplacá-lo.

 

Os hormônios do estresse, principalmente adrenalina e cortisol, levam a uma reação em cascata, inclusive à elevação dos batimentos cardíacos e da pressão arterial que o organismo foi feito para suportar por breves momentos, sob condições intensas. Quando esse estresse se prolonga e se repete, a reação começa a prejudicar os tecidos e órgãos em todo o corpo.

 

Andar um pouco combate a tendência de embotar a mente, uma característica de trabalho repetitivo. É esse tipo de estresse miúdo que passa despercebido.

 

Desenvolver uma visão a longo prazo da própria vida é um tipo muito mais significativo de independência. Trabalhar nossas questões psíquicas profundas abre possibilidades de uma liberdade psicológica, libertando-nos do passado e das cicatrizes que carregamos. Essas são escolhas significativas que ultrapassam a definição limitada de administração de estresse e são o tipo de mudança que transformam a vida.

 

Vamos mudar isso?

Existem escolhas fáceis, e escolhas mais difíceis, mas esse critério é individual.

Anote em um papel 2 escolhas que você conseguiria colocar em prática já nos próximos dias.

 

  • Meditar todos os dias por pelo menos 15 minutos;
  • Diminuir os ruídos e as distrações no trabalho;
  • Evitar múltiplas tarefas. Lide com uma coisa de cada vez;
  • Parar de ser a causa do estresse de outra pessoa;
  • Diversificar as atividades diárias, incluindo passeios e tempo livre;
  • Sair do trabalho no horário certo pelo menos três vezes por semana;
  • Evitar pessoas que sejam fonte de pressão e conflito;
  • Ficar em contato com pessoas que são especiais para você;
  • Diminuir o trabalho entediante e repetitivo;
  • Reduzir o consumo de bebida alcoólica;
  • Afastar-se logo de situações estressantes.

 

Fonte: Unlock the Astonishing Power of DNA: for optimum heath and well-being. Supergenes: ative o extraordinário poder do seu DNA para mais saúde e bem estar. Deepak Chopra, Rudolph E. Tanzi. São Paulo: Alaúde, 2016.

Atividade Física

Como transformar boas intenções em ação

 

O segredo da atividade física pode ser revelado em uma única frase: Siga em frente. É melhor ser ativo a vida toda em algum nível do que iniciar e parar várias vezes. A atividade física se torna um hábito ao qual nos adaptamos com certa rapidez, mas toda mudança deve ser conservada a vida inteira, ter um surto de atividade entre períodos de inatividade não faz bem, e adaptação vem naturalmente quando há regularidade e constância.

 

Para a maioria das pessoas, apesar do preço pago pelo nosso organismo, preferimos assim, preferimos ficar sentados, assistir TV, deixar as crianças passarem mais tempo no computador, na segurança do lar. Essas são escolhas modernas, e a tendência não tem sido outra. Enquanto isso permanecer as consequências do sedentarismo vão empestear a sociedade.

 

Não adianta ralhar com as pessoas para que elas mudem. A culpa apenas gera frequentadores de academia pouco assíduos.

 

Quem gosta de atividade física provavelmente o faz desde a infância e tem o corpo adaptado à isso: a sensação de “cansaço bom”. Para quem não está adaptado, a atividade física afeta o corpo como um trabalho árduo, gerando respostas cerebrais negativas.

 

Talvez já saibamos, mas vale lembrar que o risco de doenças cardíacas aumenta muito quando não nos movimentamos. A inatividade pode levar a uma taxa 30% maior de mortalidade entre os homens e dobrar entre as mulheres, além disso, na meia idade, a atividade física diminui o risco de doenças crônicas.

 

O exercício melhora a vida de todos, em todos os níveis de atividade, no entanto, nosso corpo se adapta ao que fazemos, e não ao que fazemos apenas de vez em quando.

 

Para a saúde mental ele também é essencial, assim como o bíceps se atrofia, os circuitos do corpo (e do cérebro), precisam ser utilizados. Melhoramos assim nossa capacidade cardiovascular, impedimos certos tipos de câncer, aprimoramos a saúde mental, prevenimos doenças cardíacas, ansiedade, depressão, hipertensão, diabetes e até modificamos nossos genes através do exercício.

 

Mas se amanhã você decidir subir 10 andares pelas escadas, seu corpo vai ficar cansado e você vai receber a seguinte mensagem: “Isso é muito ruim” – O que não é a mensagem correta, se a intenção for fazer disso um prazer.

 

Há trinta anos, se alguém perguntasse a um médico o que havia de errado com a falta de atividade física, o único problema que ele levantaria seria atrofia muscular. Hoje sabemos de muitos problemas que podem surgir quando não somos ativos. A imagem terna de uma vó gorducha em sua cadeira de balanço tornou-se o retrato da falta de saúde.

 

O número de calorias gastas por meio do exercício não é tão grande quanto se supõe. Uma caminhada vigorosa queima 280 calorias por hora, andar de bicicleta a 16km/h queima 290. No entanto, de uma perspectiva holística, tanta coisa muda quando nos tornamos ativos fisicamente que a importância das calorias desaparece.

 

Estudos mais recentes demonstraram que o exercício físico gerou mudanças epigenéticas na atividade dos genes – modificando 700 genes – mudando sua atividade e acentuando o metabolismo das células de gordura.

 

Essas mudanças são complexas, mas, essencialmente, desligam-se as chaves dos genes pró-inflamatórios enquanto as chaves dos anti-inflamatórios são ligadas. O exercício feito com regularidade diminui bastante o risco de obesidade associado a versões do gene FTO (gene ligado à obesidade). Ninguém, então, é vítima de seus genes.

 

Vamos mudar isso?

Existem escolhas fáceis, e escolhas mais difíceis, mas esse critério é individual.

Anote em um papel 2 escolhas que você conseguiria colocar em prática já nos próximos dias.

 

Escolhas fáceis:

  • Levantar-se e movimentar-se a cada hora;
  • Ir pelas escadas, mesmo que seja apenas uma parte do trajeto;
  • Fazer uma caminhada depois do jantar;
  • Caminhar por 5 minutos 3 vezes ao dia;
  • Trabalhar com pesos leves enquanto vê TV;
  • Ao estacionar, preferir a vaga mais longe do local desejado;
  • Fazer uma caminhada mais longa e/ou mais vigorosa a cada semana;
  • Ir caminhando aos locais próximos, ao invés de pegar o carro;
  • Comprar um degrau para exercícios e usá-lo ao ver TV;
  • Praticar alguma atividade que você goste (lazer ativo), como jardinagem ou passear de bicicleta;
  • Dedicar 5 a 10 minutos do seu dia para exercícios que usem o peso do corpo como carga;

* Toda indicação de atividade física ou de exercício físico precisa de orientação profissional. Fale com seu médico, educador físico ou fisioterapeuta para saber quais atividades você pode realizar.

 

Fonte: Unlock the Astonishing Power of DNA: for optimum heath and well-being. Supergenes: ative o extraordinário poder do seu DNA para mais saúde e bem estar. Deepak Chopra, Rudolph E. Tanzi. São Paulo: Alaúde, 2016.

Meditação

Fundamental ao bem estar?

 

Em geral, a falta de tempo para meditar, ou simplesmente o esquecimento, são as desculpas. Muita gente vê a meditação como uma espécie de band-aid em um dia particularmente difícil. “Estou bem hoje, não preciso meditar”.

 

Estudos demonstraram que a meditação regular gerou menor atividade dos genes envolvidos com o estresse defensivo e reações imunológicas (inflamação). Ocorreram modificações nos genes associados ao risco de doença de Alzheimer, e aumento significativo na atividade antienvelhecimento da telomerase (DNA).

 

É legal, fazer da meditação a peça principal do nosso bem estar. Independente de religiosidade ou espiritualidade, parar, respirar e prestar atenção no próprio corpo pode ser feito por qualquer pessoa. É possível também, adotá-la, não apenas por estarmos motivados a meditar, usá-la como um meio para obter algo que desejamos muito. Se a meditação puder ser vinculada ao êxito, é provável que muito mais gente meditasse sempre.

 

O que conseguimos obter através da meditação:

– Capacidade de tomar boas decisões, um forte sentido de “Eu”, capacidade de foco e concentração, não se distrair com facilidade, imunidade à aprovação ou desaprovação dos outros, energia suficiente para longos dias de trabalho, não se desencorajar facilmente, capacidade de recuperação rápida depois de fracassos ou contratempos, intuição e discernimento, capacidade de interpretar uma situação antes dos outros, fluxo de novas ideias e soluções, cabeça fria na hora da crise, grande capacidade de aguentar níveis de estresse.

 

Vamos mudar isso?

Existem escolhas fáceis, e escolhas mais difíceis, mas esse critério é individual.

Anote em um papel 2 escolhas que você conseguiria colocar em prática já nos próximos dias.

 

  • Reservar 10 minutos para permanecer sozinho de olhos fechados na hora do almoço;
  • Aprender um exercício simples de respiração para praticar durante 10 minutos pela manhã;
  • Aprender um exercício simples de respiração para praticar durante 10 minutos no fim da tarde;
  • Praticar esse mesmo exercício de manhã e a tarde;
  • Praticar um mantra de meditação simples durante 10 minutos, uma vez ao dia;
  • Praticar um mantra de meditação simples durante 10 minutos, duas vezes ao dia;
  • Ter um amigo com quem você possa meditar;
  • Reservar um tempo para introspecção sempre que achar necessário, pelo menos uma vez ao dia.

 

Fonte: Unlock the Astonishing Power of DNA: for optimum heath and well-being. Supergenes: ative o extraordinário poder do seu DNA para mais saúde e bem estar. Deepak Chopra, Rudolph E. Tanzi. São Paulo: Alaúde, 2016.

Sono

Um mistério inteiramente necessário

 

Há anos, nada muda em relação à recomendação de uma boa noite de sono. A medicina ainda não determinou exatamente o que o sono causa, mas não é primordial esperar que o mistério seja decifrado. O primordial é o fato de que não dormir desequilibra o organismo inteiro.

 

Coisas que parecem não ter nada a ver com um sono desregulado, como a obesidade, na verdade estão bastante vinculadas a ele. Quando o cérebro não está recebendo sinais normais de fome, a pessoa acaba comendo demais, e o cérebro não vai saber quando já comeu o suficiente, o que também é fundamental.

 

Para a Ayurveda, a insônia tem raízes no desequilíbrio de vata, um dos três doshas. Vata está relacionado com o movimento biológico, gera todos os tipos de comportamento inquieto e irregular. Quando está desequilibrado, as pessoas sentem dificuldade em manter a rotina na alimentação, no sono e no trabalho, alterações de humor e ansiedade estão relacionadas à vata, sem pedir para que as pessoas adotem uma perspectiva ayurvédica, é interessante perceber que alguns elementos desequilibram o sono:

 

  • Ansiedade e depressão;
  • Estafa;
  • Ficar acordado até tarde;
  • Temperaturas baixas;
  • Alimentação irregular, nutrição ruim;
  • Preocupações emocionais;
  • Dores e sofrimento físico;
  • Agitação;
  • Estresse;
  • Mágoa;
  • Ambientes agressivos e excesso de barulho.

 

Vamos mudar isso?

Existem escolhas fáceis, e escolhas mais difíceis, mas esse critério é individual.

Anote em um papel 2 escolhas que você conseguiria colocar em prática já nos próximos dias.

 

  • Escurecer ao máximo o quarto, ou usar uma máscara para dormir;
  • Ter o máximo de silêncio no quarto, se isso não for possível, usar protetores auriculares;
  • Deixar o ambiente confortavelmente aquecido e livre de correntes de ar;
  • Tomar um banho quente antes de ir deitar;
  • Fazer uma meditação por 10 minutos, sentando-se na cama com as costas eretas;
  • Evitar o consumo de café 3 horas antes de deitar;
  • Criar uma rotina de sono regular, indo para acama e levantando-se no mesmo horário todos os dias;
  • Retirar a tevê do quarto.

Fonte: Unlock the Astonishing Power of DNA: for optimum heath and well-being. Supergenes: ative o extraordinário poder do seu DNA para mais saúde e bem estar. Deepak Chopra, Rudolph E. Tanzi. São Paulo: Alaúde, 2016.

Controle das emoções

Como obter mais satisfação

 

As emoções são um assunto amplo, mas há uma afirmação que vale para todo mundo: o estado emocional mais desejado é o de felicidade. Mesmo sendo ela um estado mental, o corpo é profundamente afetado pelo nosso humor.

 

É bem provável que o ‘gene da felicidade’ vá ser um dia descoberto. A nova genética nos diz que em doenças complexas como o câncer, há o envolvimento de centenas de mutações genéticas separadas. As emoções são muito mais complexas do que qualquer doença. Mas não precisamos descobrir o gene da felicidade, em vez disso, devemos oferecer ao organismo o máximo de sinais positivos, confiando que vão gerar resultados positivos.

 

As emoções positivas, sobretudo o amor, também alteram a atividade genética.

 

Pesquisas demonstram que as pessoas mais felizes são aquelas que possuem um nível de inteligência emocional mais elevado.

 

Sete hábitos das pessoas que possuem Inteligência Emocional:

 

1 – Elas têm bom controle da impulsividade;

2 – Não se incomodam em adiar o prazer;

3 – Percebem como outras pessoas se sentem;

4 – São abertas às próprias emoções;

5 – Sabem como as emoções funcionam e o que cada uma provoca;

6 – São boas em sentir o próprio caminho da vida ao invés de pensar nesse caminho;

7 – Elas satisfazem suas necessidades ou se juntam com quem pode satisfazê-las.

 

A nova genética chegou em um momento oportuno pois do ponto de vista psicológico, a felicidade está numa encruzilhada. Como ciência, a psicologia passa boa parte do tempo tentando curar os distúrbios mentais – tentando curar a infelicidade.

 

      • Mas as pessoas não são muito boas na previsão do que lhes traz felicidade. Depois de ganhar mais e adquirir uma casa maior, um novo cônjuge ou um emprego melhor, elas não se sentem tão felizes quanto gostariam;
      • A felicidade tende a acontecer por acaso e durar pouco;
      • A felicidade permanente é uma fantasia. Se alguém tem a sorte de que tudo corra bem na vida, talvez obtenha um tipo de contentamento estável, mas não vai se sentir feliz o tempo todo.

 

Existe um determinado ponto de felicidade em cada um de nós que se altera temporariamente. Depois de qualquer vivência forte, seja positiva ou negativa, em cerca de seis meses voltamos ao ponto, e qualquer tentativa de mudar isso provavelmente vai ser inútil.

 

Assim como o estresse pode implicar alterações epigenéticas prejudiciais. O medo também pode causar modificações epigenéticas no genoma.

 

Ninguém está querendo que você vire santo. Observe como a raiva ou a ansiedade de uma pessoa pioram o ambiente, sinta isso dentro de si mesmo e depois pergunte-se se é esse o efeito que deseja causar. As emoções são vivas, é preciso negociar com elas, e quando uma emoção vê benefícios na mudança, ela muda – você muda.

 

10 coisas que reforçam a felicidade:

 

      • Meditação.
      • Amor e afeição.
      • Trabalho satisfatório.
      • Passatempo agradável.
      • Apreciação.
      • Sentir-se útil.
      • Alimentar-se de forma saudável.
      • Ter metas em longo prazo.
      • Ter boa saúde física.
      • Ter uma rotina livre de estresse.

 

O oposto disso – as coisas que o supergenoma interpreta como negativas devem ser evitadas.

 

14 itens que prejudicam a felicidade:

      • Estresse.
      • Relacionamentos ruins.
      • Trabalho entediante e insatisfatório.
      • Ser ignorado ou passar despercebido.
      • Distrações constantes durante o dia.
      • Hábitos sedentários.
      • Crenças negativas e pessimismo.
      • Uso de álcool, fumo e drogas.
      • Comer quando já estamos satisfeitos.
      • Alimentos industrializados e fast-food.
      • Doenças físicas, sobretudo dolorosas.
      • Ansiedade e preocupação.
      • Amigos infelizes.

 

Vamos mudar isso?

Existem escolhas fáceis, e escolhas mais difíceis, mas esse critério é individual.

Anote em um papel 2 escolhas que você conseguiria colocar em prática já nos próximos dias.

 

      • Anotar 5 coisas específicas que o deixam feliz e realizá-las conscientemente, com regularidade;
      • Demonstrar gratidão por uma coisa todos os dias;
      • Passar mais tempo com pessoas que são felizes e menos tempo com pessoas que não são;
      • Não assistir noticiário na TV na hora das refeições;
      • Estabelecer uma noite para sair com o companheiro ou cônjuge semanalmente;
      • Fazer alguma coisa que deixe alguém feliz, uma vez por semana;
      • Ser criativo na hora do lazer, fazendo mais do que ver tevê e navegar pela internet;
      • Evitar notícias ruins na mídia – restrinja-se a 1 noticiário de TV ou a leitura de 1 notícia on-line ao dia;
      • Sempre que alguma situação o deixar infeliz, distancie-se dela assim que puder;
      • Não sobrecarregue os outros com negatividade, em vez disso exerça a empatia e a compaixão.

 

Faça a si mesmo as seguintes perguntas:

 

      • Será que já estou vivendo de acordo com o meu objetivo?
      • Essa atividade é mesmo prazerosa?
      • Ela acontece com facilidade e naturalidade?
      • Ela me dá energia ou suga a minha energia?
      • Ela faz com que me sinta mais perto da pessoa que desejo ser?
      • Estou na posição certa para continuar perseguindo meu objetivo?
      • Será que essa atividade está me ajudando a crescer?

Fonte: Unlock the Astonishing Power of DNA: for optimum heath and well-being. Supergenes: ative o extraordinário poder do seu DNA para mais saúde e bem estar. Deepak Chopra, Rudolph E. Tanzi. São Paulo: Alaúde, 2016.

E a partir das respostas que você obtiver, procure modificar seus hábitos, não apenas alimentares, mas hábitos de vida, sempre em busca do que faz você se sentir realizado e pleno.

 

E quando for muito difícil fazer isso sozinho, saiba que existem muitos profissionais que podem auxiliar você nessa trajetória de evoluir um pouco a cada dia.